1 mês sem Instagram
Existe uma vida em que o cérebro descansa
Estamos tão mergulhados não só em notícias ruins — afinal, o mundo está acabando —, como também bombardeados por informações sobre tudo e qualquer coisa — séries que estrearam hoje, filmes que entraram em produção, dicas de destinos para viajar, produtos viralizados —, além de imersos na vitrine profissional que as redes sociais viraram.
Não tem um amigo que eu converse que não concorde que essa quantidade absurda de informações deixa nosso cérebro atrofiado. Tá todo mundo cansado.
E a gente nunca sabe quando o ápice da estafa mental chega. Mas ela vem.
Faz mais de um mês que desinstalei o aplicativo do Instagram do celular (no meu caso, e acredito que no da maioria, ele é a maior fonte dessa estafa). Essa espécie de celibato tech comprovou que a vida longe dessa rede social é outra vida.
É bom poder olhar pro nada de vez em quando, ouvir meus pensamentos, perceber as belezas e mazelas da vida offline. A vida real é muito diferente da vida online. Tem coisas que nos prometem ter importância mas na vida real não tem ninguém se preocupando com aquilo. E isso é bom. É bom demais ver que no mundo real as coisas fogem do algoritmo e existe, sim, uma miríade de temas borbulhando fora das telas.
Há um silenciamento de informações que limpa a alma e te permite ser mais produtivo em tudo. Canso menos no trabalho, leio mais e até escrever bons textos pro novo livro eu consegui.
Nem tudo na rede social é ruim, afinal é por meio dela que eu mantenho contato com meus amigos escritores e só tenho esse meio de eu mesmo divulgar meus trabalhos criativos. Logo mais vem um período intenso de divulgação do meu primeiro livro e, por isso, sei que esse afastamento do Instagram tem seus dias contados.
Não tenho uma conclusão para esse texto. É só um (pequeno) relato que mistura meu estado de preocupação e uma espécie de lembrete para que de vez em quando eu possa fazer esse detox. (Também serve de explicação para caso algum amigo tenha me mandado algo por lá e ficado sem resposta.)
No mais, saudações a todos! Espero que estejam bem aí do outro lado da telinha, que bebam água, que se exercitem, que façam boas leituras e que tenham tempo de escutar o mundo real.
Beijos,
Arthur


